terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bebês moderadamente prematuros têm mais problemas emocionais

Elas tem quase duas vezes mais chances de ter problemas comportamentais que as crianças que nascem dentro do período completo de gestação


Crianças que nascem pouco antes do previsto têm mais chances de ter problemas comportamentais e emocionais durante o período pré-escolar. É o que sugere um estudo publicado na edição online da revista científica Archives of Disease in Childhood.


Sabe-se que bebês que nascem muito prematuros (com menos de 32 semanas) tendem a ter mais alterações comportamentais do que aqueles que completaram o período total de gravidez (entre 37 e 41 semanas). Até agora, porém, não se sabia as consequências em bebês que nascem poucas semanas antes do previsto.

Para o estudo, pesquisadores holandeses acompanharam mais de 1.500 crianças com quatro anos de idade. Do total, menos de 1000 crianças haviam nascido entre 32 semanas e 35 semanas, consideradas 'moderadamente prematuras'.  Elas foram submetidas a testes para avaliar o comportamento e o desenvolvimento emocional. Alguns componentes foram avaliados, entre eles o comportamento depressivo, agressividade e distúrbio de atenção. Além disso, atitudes como externar ou internalizar os sentimentos também foram consideradas pelos pesquisadores.

Os resultados mostraram que crianças moderadamente prematuras tinham 2,5 mais chances de interiorizar comportamentos problemáticos do que as crianças nascidas após o período completo. O estudo também mostrou que elas eram duas vezes mais propensas a ter queixas somáticas (condições com nenhuma causa fisiológica aparente) e quase duas vezes mais suscetíveis a ter problemas emocionais e comportamentais que as outras crianças.

“Nossos resultados demonstram que crianças moderadamente prematuras têm mais chances de ter problemas comportamentais antes de entrarem na escola”, escreveram os autores. Para eles, a pesquisa ajuda a determinar as crianças que precisam de orientação específica para diminuir a incidências desses problemas antes do período escolar, reduzindo as consequências no futuro.

Fonte: Revista Veja - Saúde

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A história do bom velhinho


O personagem que deu origem à crença no Papai Noel e as lendas que envolvem as roupas, os personagens e as tradições natalinas

O verdadeiro Papai Noel

Barba branca e comprida, roupa vermelha, gorro na cabeça, um recheado saco de presentes nas costas e um olhar doce e acolhedor - quem é que nunca sonhou em flagrar esse personagem entrando pela chaminé, na noite de Natal? Hoje em dia, crianças dos quatro cantos do planeta acreditam em Papai Noel, mas foi só no século IV que sua história se tornou conhecida.Quem deu origem à famosa lenda foi o bispo Nicolau - mais tarde cultuado pela Igreja Católica como São Nicolau de Mira. "Ele vivia na região da Lícia, na atual Turquia, e era conhecido por ser um homem muito bondoso. Praticava muita caridade, mas preferia o anonimato", conta Evaristo de Miranda, autor do livro Guia de Curiosidades Católicas (Editora Vozes) e diretor do Instituto Ciência e Fé, de Curitiba, no Paraná.

E, tal como o Papai Noel das histórias de hoje em dia, São Nicolau tinha o costume de carregar um saco cheio de presentes. "Ele saía pelas ruas distribuindo para crianças e adultos", diz o pesquisador. O bondoso bispo Nicolau deu origem a muitos costumes envolvendo a figura do Bom Velhinho. É o caso da tradição de colocar uma meia na chaminé, na expectativa de que ela amanheça recheada com algum presente.

"Tudo começou com uma moça turca que queria muito se casar e, por ser de uma família muito pobre, não podia oferecer um dote ao seu pretendente", explica Evaristo. Sabendo dessa dificuldade, São Nicolau resolveu ajudá-la doando três sacos de moedas de ouro. Adivinhe o que o bispo fez para entregar o dinheiro? "Ele resolveu jogar as moedas pela chaminé, para que o dinheiro ficasse seguro no interior da casa", revela o pesquisador. Coincidentemente, o presente caiu dentro de um sapato que estava ali próximo. Foi por esse motivo que as pessoas passaram a colocar um calçado ou uma meia nesse local da casa, sempre com a esperança de ter uma sorte parecida com a da jovem.

Daí também surgiu outra crença, a de que Noel, sempre discreto, preferiria entrar na calada da noite, sem ninguém vê-lo - e, claro, pela chaminé das casas em vez de bater na porta da frente. São Nicolau de Mira se tornou ainda mais conhecido depois de sua morte, por volta do ano 343, quando vários milagres passaram a ser atribuídos a ele. "Os marinheiros em apuros o invocavam e diziam ter conseguido escapar de naufrágios com a sua ajuda", diz Evaristo. No século IX o bispo passou ser cultuado como santo pelos católicos e se tornou muito querido especialmente nos países do Leste Europeu. Sua história foi transmitida de geração a geração e se disseminou pelo mundo, inspirando a lenda que tanto encanta grandes e pequenos.

De Noel a Santa Claus

A história do Bom Velhinho se transformou com o passar do tempo. Cada vez que era recontada, novos elementos eram acrescentados. Veja o significado de cada um deles

A roupa vermelha

A imagem de um homem idoso, corpulento, trajando roupa vermelha, tem uma origem. "Alguns estudos indicam que essas vestes fazem referência um antigo traje episcopal usado pelo próprio São Nicolau", explica o filósofo e teólogo Francisco Netto, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Essa cor, durante muito tempo, indicava a função de bispo. Já a barba branca e o corpo robusto podem ser interpretados como símbolos de sabedoria e maturidade.

O significado do nome

Na França, Santa Claus (uma espécie contração de São Nicolau) passou a ser chamado de Noel. "Vem de Emanuel, que significa 'Deus conosco'", conta o pesquisador Evaristo Miranda. No Brasil, passamos a chamá-lo de Papai Noel devido à influência francesa no século XIX. Já em países de língua inglesa o personagem é mais conhecido como Santa Claus.

A casa no Pólo Norte

A lenda de que o personagem vive no Pólo Norte e voa em um trenó conduzido por renas teria surgido em 1889. "Naquele ano um americano escreveu uma história relatando a suposta visita de Santa Claus a seu filho depois de viajar pelo Pólo Norte. E, a partir dos Estados Unidos, a versão ganhou força pelo mundo inteiro", diz Evaristo.

Por: Adriana Toledo - Portal Bebe.com.br