quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mães de meninos x mães de meninas

Mães apontam diferenças e semelhanças em criar filhos e filhas - e especialistas mostram o melhor caminho na criação de ambos. A psicóloga alemã Gisela Preuschoff, autora do livro “Criando Meninas” (Editora Fundamento), afirma que uma das diferenças mais eminentes entre homens e mulheres é que o lado esquerdo do cérebro, que controla as ações verbais, e se desenvolve com mais rapidez no sexo feminino. Por isso, elas aprendem a falar mais cedo. O lado direito, no entanto, que controla as ações espaciais, se desenvolve antes nos garotos. Mas este seria um dos motivos para justificar uma criação totalmente distinta entre meninos e meninas?

Segundo a doutora em psicoterapia pela Unicamp Ana Gabriela Andriani, especialista em Psicoterapia Dinâmica Breve pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, as diferenças de comportamento entre meninos e meninas são muito mais culturais do que biológicas: “Antes mesmo de uma criança nascer, já existe todo um imaginário sobre ela”. Andriani explica que as relações familiares afetam o modo como a criança irá se comportar no ambiente em que vive. “Por exemplo, as crianças não nascem preferindo brincar de bola ou de casinha, o modo como os pais tratam cada gênero é que faz a maior diferença”, explica.

Vera Aparecida de Aguirre, de 56 anos, mãe de uma menina e dois meninos, afirma que a única coisa diferente que fez na criação deles foi em relação ao modo como enfeitava e tratava a filha: “Eu sempre a enfeitei mais, penteava o cabelo dela, arrumava mais a roupa, e também a tratava de forma um pouco mais delicada”.

Para a psicóloga e terapeuta familiar da PUC-SP, Marina Vasconcellos, especializada em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, o fato da menina ser tratada com mais delicadeza é só o começo para definir como ambos os sexos irão se comportar no futuro.

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