Maior compartilhamento das responsabilidades.
A mamadeira permite que o pai compartilhe da responsabilidade alimentar e dos laços afetivos que daí decorrem, e que são benéficos. (O pai de um filho amamentado ao peito também pode conseguir os mesmos benefícios, presumindo que o bebê aceitará a mamadeira, ao amamentá-lo com mamadeira cheia de leite materno e envolvendo-se nos cuidados diários com o bebê, como dar banho e ninar.)
Maior liberdade.
O uso de mamadeira deixa a mãe mais livre. Ela pode trabalhar fora sem se preocupar em ter de tirar e armazenar o leite do seio, viajar por alguns dias sem o bebê, e até mesmo dormir durante a noite – porque outra pessoa pode alimentar o bebê. (Naturalmente, essas opções também estão abertas a mães que amamentam ao seio e que armazenam o leite ou complementam a alimentação do bebê com fórmulas.)
Permite maior clima de romance.
Não interfere na vida sexual do casal (a menos que o bebê acorde para mamar em hora errada). Já o aleitamento ao seio, por outro lado, interfere. Primeiro, os hormônios da lactação podem até certo ponto ressecar a vagina (embora o uso de lubrificantes vaginais possa resolver o problema); e, segundo, o escoamento de leite do seio durante o ato sexual, para alguns casais, é um transtorno. Para as que adotam a mamadeira, os seios podem desempenhar seu papel sensual e não utilitário.
Dieta menos restritiva.
A mamadeira não determina a dieta da mãe ou restringe os hábitos alimentares. A mulher pode comer todos os condimentos, todos os alimentos bem temperados e todo repolho que quiser (embora os bebês não rejeitem esse tipo de alimento no leite materno; alguns até gostam), sem precisar sequer limitar a ingestão de laticínios se o bebê não tolerá-los. Ela também pode beber um copo de vinho ou um coquetel e não precisa se preocupar em atender a nenhuma demanda nutricional.
Menor constrangimento.
A mamadeira talvez seja preferível para a mulher que se sente receosa do contato mais íntimo com o bebê e que se sinta incomodada com a possibilidade de amamentar em público. No entanto, esse tipo de sentimento muitas vezes desaparece; muitas mulheres que experimentam amamentar ao seio logo se sentem à vontade, mesmo em público.
Menos estresse.
Algumas mulheres acreditam ser muito impacientes ou muito tensas para amamentar ao seio. No entanto, ao experimentar, muitas acabam encarando a lactação como algo relaxante e surpreendentemente fácil.
Como fazer a escolha
Para um número cada vez maior de mulheres, a escolha é clara. Algumas sabem que vão preferir o seio à mamadeira muito antes de engravidar. Outras, que nunca deram muita atenção a esse problema antes de engravidar, escolhem o seio depois de lerem a respeito dos benefícios. Algumas ficam oscilando na indecisão durante toda a gravidez e até mesmo durante o parto. Algumas poucas, embora totalmente convencidas de que o aleitamento ao seio não é para elas, não conseguem se livrar da idéia de que devem tentar de qualquer forma.
Para todas as que ainda não se decidiram, só temos uma sugestão: tentem – talvez vocês gostem muito. Sempre é possível desistir se não gostar, mas pelo menos houve a tentativa de eliminar as dúvidas importunas. O melhor é que você e o bebê terão obtido alguns dos benefícios mais importantes da amamentação ao seio, mesmo que por um breve período.
Não obstante, convém tentar amamentar com boa vontade. As primeiras semanas são sempre difíceis, mesmo para as mais desejosas do aleitamento, e sempre representam um período de aprendizado de ambos os envolvidos (mãe e bebê). É necessário um mês inteiro ou até mesmo 6 semanas de aleitamento ao seio para que se estabeleça uma relação nutricional bem sucedida, e para que a mãe tenha tempo de decidir se deseja ou não continuar.
Extraído do livro "O que esperar quando você está esperando".Um guia completo para a gravidez, com respostas tranquilizadoras aos futuros pais, desde a fase do planejamento até o pós-parto.
Reprodução autorizada pela Ed. Record.
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Que absurdo!!! Não me passa pela cabeça uma mãe se privar de amamentar seu filho (a não ser que não tenha escolha). Acho que a mãe que tenha condições e não amamenta é muito egoísta e só está pensando no seu próprio bem estar, não deveria ter escolhido ser Mãe. Amamentar faz parte da maternidade é uma prova de amor ao seu bebê.
ResponderExcluirHá mães que realmente não conseguem amamentar e são muito julgadas por isso, taxadas de egoístas e preguiçosas. Amamentar não é um ato de amor, é um ato de alimentar o bebê. Esse discurso nesse tom e cheio de cobranças torna as mães mais ansiosas e prejudica na produção de leite.
ResponderExcluirSe não tiver como amamentar, a criança não ficará prejudicada, é importante as mães saberem disso. Eu não pude amamentar e fiquei apavorada no início achando que o meu filho ficaria doente etc, e ele hoje está com 9 meses e é um touro de saúde. Pegou seu primeiro resfriado só agora e sem febre.
Não estou fazendo apologia da mamadeira, só acho importante alertar que essas pessoas extremamente radicais só atrapalham ao invés de ajudar.
Olá blogueiro,
ResponderExcluirDê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!
Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.
O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.
A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.
Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br
Obrigado pela colaboração!
Ministério da Saúde