sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Os Direitos Trabalhistas da Gestante

A legislação brasileira garante alguns direitos trabalhistas à gestante que devem ser conhecidos e respeitados para que a mulher tenha uma gravidez tranquila e um parto seguro.

Estabilidade no emprego

- Excetuando-se motivos de “justa causa”, enquanto estiver grávida, e até 5 meses após o parto, a mulher não pode ser dispensada do trabalho.

Licença-maternidade

- Sem prejuízo do emprego e do salário, a gestante tem direito a licença maternidade com a duração de cento e vinte dias.

Salário-maternidade

- A mulher, que contribui para a Previdência Social, terá direito ao salário-maternidade durante os 120 dias de repouso.
- Em caso de salário variável, o valor é calculado de acordo com a média dos últimos 6 meses de trabalho.
- A mulher que exerce mais de uma atividade profissional terá direito a um salário-maternidade para cada função.

Transferência de função ou setor

- Se necessitar, a gestante tem o direito de ser transferida de função ou setor no trabalho respeitando-se suas condições de saúde. O retorno à função anteriormente exercida é assegurado após o regresso ao trabalho.

Licença-amamentação

- Todos os dias, até o bebê completar 6 meses de idade, fica assegurado à mãe ausentar-se por dois períodos de 30 minutos, durante o horário de trabalho, para amamentar.

Adoção

- O direito à licença-maternidade e ao salário-maternidade é estendido às mães adotivas, respeitando os seguintes critérios:

1) Se a criança adotada tiver até 1 ano de idade, licença-maternidade/salário-maternidade de 120 dias;
2) Se a criança adotada tiver de 1 ano a 4 anos de idade, licença-maternidade/salário-maternidade de 60 dias.
3) Se a criança adotada tiver de 4 a 8 anos de idade, licença-maternidade/salário-maternidade de 30 dias.

Aborto

- Em circunstâncias de aborto espontâneo e não criminoso, comprovado por atestado médico, a mulher tem o direito a repouso remunerado durante duas semanas.

Licença-paternidade

- O pai do bebê tem direito a 5 dias de dispensa do trabalho, a contar da data de nascimento do filho.


As gestantes gozam, ainda, de outros direitos perante a sociedade que vale a pena saber:

- Na maioria dos estabelecimentos, públicos ou privados, existem caixas e guichês especiais, utilize-os.

- Em filas, de qualquer estabelecimento, você tem prioridade, exija um lugar à frente.

- Caso necessária e recomendada, a ligadura de trompas pode ser feita gratuitamente nos hospitais públicos e conveniados ao SUS.

- Em caso de aborto, a mulher tem o direito de ser atendida adequada e respeitosamente.

- Se a mulher foi vítima de estupro ou se corre risco de vida, a gravidez pode ser interrompida.

- A companhia do pai é muito importante, portanto, ele tem direito de participar de todas as etapas da gravidez, do parto e do pós-parto.


Procure sempre se informar a respeito de seus direitos. Em caso de desrespeito ou dúvida, procure o sindicato ou associação de sua categoria profissional, ou encaminhe-se a um órgão público: Justiça do Trabalho, Ministério Público ou uma Delegacia, de preferência da Mulher.


Ministério da Previdência Social
http://www.previdenciasocial.gov.br/
PrevFone – 0800 78 01 91

Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br/
Disque-Saúde – 0800 61 19 97



Extraído do livro "O que esperar quando você está esperando".

Um guia completo para a gravidez, com respostas tranquilizadoras aos futuros pais, desde a fase do planejamento até o pós-parto.

Reprodução autorizada pela Ed. Record.


Quero comprar este livro!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Uso obrigatório das cadeiras e assentos de segurança terá fiscalização

A maneira como você leva seu filho dentro do carro pode ser tão importante quanto fatores como a velocidade do veículo e as condições da estrada.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia revela que 78% das crianças do país são transportadas de maneira inadequada, expostas a risco de trauma e de morte.

A criança que é transportada corretamente, usando cadeiras de segurança, tem uma chance de sobrevida de 71% em caso de acidente. Isso é mais do que qualquer outro passageiro do veículo.

Em 2008, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito já tinha estabelecido como as crianças devem ser transportadas. Em junho deste ano, o uso desses equipamentos de segurança passa a ser obrigatório e haverá fiscalização pelos órgãos de trânsito. A desobediência é infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e perda de 7 pontos na carteira.

Segundo a resolução, crianças com até 1 ano devem utilizar, obrigatoriamente, o bebê conforto de costas para o movimento. As crianças de 1 a 4 anos devem utilizar a “cadeirinha” e, dos 4 aos 7 anos e meio, o dispositivo conhecido como assento de elevação.

Entretanto, não basta apenas comprar um desses artigos para garantir a segurança do seu filho. É importante usar cadeiras certificadas que sejam apropriadas ao tamanho e ao peso da criança e que se adaptem devidamente ao seu veículo. É essencial instalá-la de acordo com as instruções do manual, pois a maioria das cadeiras e assentos de segurança é instalada de forma incorreta.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, mesmo após os 7 anos e meio, até os 10 anos de idade, a criança deve continuar se sentando no banco traseiro, onde o risco de morte cai 80%, e sempre com o cinto de segurança.

O uso da cadeira certa na idade certa pode reduzir uma estatística triste: no Brasil, morrem seis crianças por dia no trânsito, o que corresponde a 2.134 por ano. E mais de 15 mil ficam feridas.

Para se informar sobre qual tipo de assento é mais apropriado para o peso e a idade do seu filho, assim como a posição em que deve ser colocado, use o Guia da Cadeirinha.

Ao comprar um assento de segurança, esteja atento ao selo de certificação do Inmetro, o Europeu ou o Americano, pois esta é a garantia de que o produto está preparado para resistir a um acidente.

Conheça os erros mais comuns no uso das cadeirinhas e assentos de segurança:

• Usar uma cadeira inapropriada para a idade e o tamanho da criança;
• Colocar uma criança menor de 1 ano de idade ou com menos de 9 kg em uma cadeira de segurança de frente para o movimento;
• Não instalar a cadeira bem presa ao banco do carro, e não colocar a criança corretamente na cadeira de segurança;
• Instalar a cadeira no banco da frente.

Evite outros tipos de acidentes no carro:

Nunca deixe seu filho sozinho dentro do carro;
• Antes de trancar o carro, certifique-se de que as chaves estão com você e deixe-as longe do alcance da criança;
• Ensine seu filho a não brincar dentro ou perto de carros;
• Mantenha os bancos de trás travados para impedir que seu filho entre no porta-malas por dentro do carro.

Caso seu veículo seja 4 portas, enquanto estiver dirigindo com crianças no banco de trás, assegure-se de alguns ítens:

• Trave as portas traseiras. Os veículos possuem uma trava manual, para impedir que o passageiro do banco de trás possa abrir a porta internamente;
• Em caso de vidro elétrico traseiro, trave a abertura das janelas. Os veículos que possuem este opcional contêm uma trava que impede o passageiro de abrir as janelas.


Previna-se e cuide da sua família!


Clique aqui e assista a reportagem do Fantástico que foi ao ar dia 21 de fevereiro, sobre o uso das cadeirinhas.

Visite a categoria de Cadeiras e Assentos de Carro da Rozenlândia Baby e conheça a variedade de modelos dos equipamentos de segurança que seu filho precisa para passear de carro protegido!



Fonte: CRIANÇA SEGURA - Organização não governamental, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos. (http://www.criancasegura.org.br)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Instinto de aninhar

“Eu tenho ouvido falar do ‘instinto de aninhar’. Ele é real?”
A necessidade de aninhar pode ser tão real e tão forte para alguns seres humanos quanto para as aves e animais de quatro patas. Se alguma vez testemunhou o nascimento de filhotes de cachorros ou de gatos, provavelmente você notou o quanto as fêmeas ficam agitadas antes do parto – correndo de um lado a outro freneticamente, destroçando papéis furiosamente e, quando sentem que a hora chegou, finalmente se aquietam no lugar onde irão parir. Muitas gestantes realmente têm um incontrolável desejo de preparar o seu “ninho” logo antes do parto. Para algumas, essa é uma sensação sutil – de repente, torna-se de vital importância limpar a geladeira e comprar um estoque de papel higiênico para seis meses. Para outras, esse surgimento de energia se manifesta de forma drástica, às vezes irracional, e muitas vezes hilariante (pelo menos para quem assiste). A mulher começa a limpar cada canto do berço com uma escova de dentes, a reorganizar em ordem alfabética tudo o que tem no armário da cozinha, a passar toda a roupa que encontra pela frente, a dobrar as roupas do bebê, até as que já estavam dobradas.

Embora não seja um indicador confiável de que o trabalho de parto vai começar, esse instinto geralmente se intensifica à medida que se aproxima o grande momento – talvez como uma reação ao aumento de adrenalina no sistema materno. Tenha em mente, contudo, que nem todas as mulheres experimentarão essa situação – e as que não experimentarem não precisam ficar com receio, pois podem obter o mesmo êxito no parto e na criação da criança do que as que manifestaram o instinto. O desejo de ficar vendo televisão o dia inteiro é tão comum quanto o de querer limpar a casa toda, e também bastante compreensível.

Mas se o instinto de aninhar surgir, use o bom senso e tenha cautela. Não ceda ao impulso de querer pintar o quarto do bebê você mesma; deixe outra pessoa subir a escada com o balde e o rolo enquanto você observa de longe. Não se deixe exaurir pelos cuidados com a casa – você precisará de energia para o trabalho de parto e o parto. E o mais importante de tudo: lembre-se das limitações de nossa espécie. Embora o instinto seja compartilhado com outros animais, você é somente um ser humano e não deve esperar conseguir fazer tudo o que é preciso antes da chegada de seu filho.


Extraído do livro "O que esperar quando você está esperando".

Um guia completo para a gravidez, com respostas tranquilizadoras aos futuros pais, desde a fase do planejamento até o pós-parto.

Reprodução autorizada pela Ed. Record.


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Como manter uma rotina com o bebê nas férias

Essa pergunta sempre vem à mente quando saímos de férias, não é mesmo?

Em férias devemos criar uma rotina diferente daquela que estamos acostumados com o bebê, afinal são vários programas que normalmente não faríamos e os horários ficam um pouco malucos. Eu tento não fugir tanto assim da rotina dele para não bagunçar tudo e me atrapalhar quando voltarmos para casa, mas é claro que às vezes fica bem complicado não fugir da rotina e perder os horários.

O primeiro problema é acordar cedo quando estamos de férias, pois geralmente vamos dormir lá pelas 3h da madrugada - quase sempre. Claro que ele capota bem antes disso, mas bem mais tarde do que está acostumado a dormir em casa. Mesmo assim, lá pelas 9 ou 10 horas ele já está no berço. E claro que no máximo às 8:30h da manhã está em plena atividade, e eu estou pregada a essa hora. Tenho que me virar nos 30 pra começar o dia madrugando.

Então, a dica que eu dou para você que está saindo de férias com seu bebê é:

- Tente adaptar seus programas de férias para que não fuja tanto da rotina do pequeno em horários e alimentação (principalmente);

- Pense em programas que possam ser feitos com toda a família (não dá para encarar uma asa-delta com um bebê, né?), seja sensato;

- Se for para algum bar ou restaurante, avalie se lá terá algo que o bebê possa comer. Não comece a oferecer todo tipo de junk food, pois não vai ser bom para ele. Claro que toda regra tem exceções e você pode quebrá-la uma vez ou outra (o Francisco anda apaixonado por batata-frita, aiai!), mas como o bebê ainda está se adaptando ao mundo que nos cerca, tente não mudar muito o ritmo alimentar dele. Se for a algum lugar que você não tem certeza se ele poderá comer algo saudável, leve de casa. Aquelas sopas e papinhas de frutas prontas são ótimas opções para situações como essa, tenha sempre uma no armário para esses dias.

São algumas dicas simples mas que podem ajudar as mamães de primeira viagem. Se você teve alguma experiência sobre esse assunto, conte-nos!

O mais importante é que toda a família esteja conectada e crie um ambiente harmonioso para que o bebê possa também curtir dias diferentes.



Alessandra Pilar

Mãe do Chico Terra e Mãe Rozenlândia Baby

conversapramae.wordpress.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Por que algumas mães preferem a mamadeira

Hoje há mulheres que preferem não amamentar no seio. Embora as vantagens do aleitamento com mamadeira pareçam pequenas perto das oferecidas pela amamentação ao seio, elas poderão ser reais e convincentes para algumas mulheres.


Maior compartilhamento das responsabilidades.

A mamadeira permite que o pai compartilhe da responsabilidade alimentar e dos laços afetivos que daí decorrem, e que são benéficos. (O pai de um filho amamentado ao peito também pode conseguir os mesmos benefícios, presumindo que o bebê aceitará a mamadeira, ao amamentá-lo com mamadeira cheia de leite materno e envolvendo-se nos cuidados diários com o bebê, como dar banho e ninar.)


Maior liberdade.

O uso de mamadeira deixa a mãe mais livre. Ela pode trabalhar fora sem se preocupar em ter de tirar e armazenar o leite do seio, viajar por alguns dias sem o bebê, e até mesmo dormir durante a noite – porque outra pessoa pode alimentar o bebê. (Naturalmente, essas opções também estão abertas a mães que amamentam ao seio e que armazenam o leite ou complementam a alimentação do bebê com fórmulas.)

Permite maior clima de romance.

Não interfere na vida sexual do casal (a menos que o bebê acorde para mamar em hora errada). Já o aleitamento ao seio, por outro lado, interfere. Primeiro, os hormônios da lactação podem até certo ponto ressecar a vagina (embora o uso de lubrificantes vaginais possa resolver o problema); e, segundo, o escoamento de leite do seio durante o ato sexual, para alguns casais, é um transtorno. Para as que adotam a mamadeira, os seios podem desempenhar seu papel sensual e não utilitário.


Dieta menos restritiva.

A mamadeira não determina a dieta da mãe ou restringe os hábitos alimentares. A mulher pode comer todos os condimentos, todos os alimentos bem temperados e todo repolho que quiser (embora os bebês não rejeitem esse tipo de alimento no leite materno; alguns até gostam), sem precisar sequer limitar a ingestão de laticínios se o bebê não tolerá-los. Ela também pode beber um copo de vinho ou um coquetel e não precisa se preocupar em atender a nenhuma demanda nutricional.


Menor constrangimento.

A mamadeira talvez seja preferível para a mulher que se sente receosa do contato mais íntimo com o bebê e que se sinta incomodada com a possibilidade de amamentar em público. No entanto, esse tipo de sentimento muitas vezes desaparece; muitas mulheres que experimentam amamentar ao seio logo se sentem à vontade, mesmo em público.


Menos estresse.

Algumas mulheres acreditam ser muito impacientes ou muito tensas para amamentar ao seio. No entanto, ao experimentar, muitas acabam encarando a lactação como algo relaxante e surpreendentemente fácil.


Como fazer a escolha

Para um número cada vez maior de mulheres, a escolha é clara. Algumas sabem que vão preferir o seio à mamadeira muito antes de engravidar. Outras, que nunca deram muita atenção a esse problema antes de engravidar, escolhem o seio depois de lerem a respeito dos benefícios. Algumas ficam oscilando na indecisão durante toda a gravidez e até mesmo durante o parto. Algumas poucas, embora totalmente convencidas de que o aleitamento ao seio não é para elas, não conseguem se livrar da idéia de que devem tentar de qualquer forma.

Para todas as que ainda não se decidiram, só temos uma sugestão: tentem – talvez vocês gostem muito. Sempre é possível desistir se não gostar, mas pelo menos houve a tentativa de eliminar as dúvidas importunas. O melhor é que você e o bebê terão obtido alguns dos benefícios mais importantes da amamentação ao seio, mesmo que por um breve período.

Não obstante, convém tentar amamentar com boa vontade. As primeiras semanas são sempre difíceis, mesmo para as mais desejosas do aleitamento, e sempre representam um período de aprendizado de ambos os envolvidos (mãe e bebê). É necessário um mês inteiro ou até mesmo 6 semanas de aleitamento ao seio para que se estabeleça uma relação nutricional bem sucedida, e para que a mãe tenha tempo de decidir se deseja ou não continuar.



Extraído do livro "O que esperar quando você está esperando".

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